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9.12.09

Gente o blog novo está no ar!!! br.free2form.com !!!!

Vou ainda achar um fim para este blog... Só preciso me organizar melhor :)
Mas acho que aqui vou continuar postando textos maiores e sobre outros assuntos que não condizem ao free2form, ok?

bjs!!


postado por mariana castro

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1.12.09

Dica: meu modepass tá sendo atualizado sempre!!
http://modepass.com/tchibi


postado por mariana castro

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Galera, o blog novo ainda está sendo preparado. Só estou passando por aqui para avisar que não estou desistindo nem nada, é que está super corrido e tive que adiar a estréia do blog novo.
Aguardem!


postado por mariana castro

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26.10.09

Oi pessoal!
Só pra avisar que eu voltei viva, estou já trabalhando em coisas novas mas estou repensando seriamente em reformular a forma que eu mantenho o blog. Por isso dei uma sumida, mas em breve volto com o blog novo!!


postado por mariana castro

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21.9.09

Diário de Bordo antes da viagem 1

Eu estou muito ansiosa.
Numa intensidade que eu nem direito.
É como se o tempo tivesse voltado para aquele frio na barriga que eu sentia antes das aulas começarem, de um mundo novo de possibilidades a ser apresentado bem diante dos meus olhos. Eu tento me contentar com a situação, "stay cool, man", mas é praticamente impossível.
Como é minha primeira viagem para o exterior, parece que sempre há um zilhão de coisas a serem resolvidas e parece que nunca há tempo para resolver todas elas.


postado por mariana castro

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17.9.09

Destaque no Modepass
Sou destaque da semana no Modepass (site francês de moda)!!!
(www.modepass.com)



postado por mariana castro

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Olha o que o Manuel Carlos respondeu para a Revista TPM:
Homem se acomoda? "Ele imagina: tem que mudar a cama, o colchão, o lugar na mesa, esvaziar as gavetas, comprar móvel. O homem quando sai, e falo por mim, leva a roupa, livros e CDs. A mulher, se for embora, vai com a roupa do corpo. Apaixonada ela vai. Esse desprendimento é muito feminino. O próprio amor materno dá esse desprendimento. A minha mãe a vida inteira foi assim. Se meu pai chegasse com um bombom pra cada filho e um pra ela, todos nós comíamos e ela guardava o dela para dar a um de nós."

Por isso que admiro esse cara desde criancinha.


postado por mariana castro

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16.9.09

NANANANANAANANANANA


postado por mariana castro

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13.9.09

Hoje eu não quero sair só

Fabrício estava jogado no sofá com seu laptop no colo. Ele sabia que talvez fosse melhor juntar seus pensamentos esparramados pelo apartamento e escrever um texto, ligar para um amigo ou a namorada, mas ele não conseguia fazer nada além de passar o tempo com algum jogo on-line imbecil que nem ele mesmo entendia a lógica. O som da panela de pressão ecoava pela casa silenciosa, o que fazia ele olhar constantemente para o relógio na parede. "Por ora, é a minha única obrigação", disse para si mesmo em um tom de voz desanimado e rouco, como quem tivesse acabado de acordar.

Era correto afirmar que todos os acontecimentos dos últimos anos cozinhavam caoticamente dentro daquela panela. Ele caminhou lentamente até a cozinha enquanto procurava uma forma de se sentir menos tenso. "É melhor começar por essa panela e esse som terrível", concluiu. Logo que girou o botão do fogão, ouviu o barulho perdendo intensidade, e o silêncio - seu grande companheiro -, reinava novamente. Mas a pressão dentro da mente de Fabrício continuava a se intensificar, e isso era algo que ele não poderia evitar simplesmente girando um botão. Era um erro que ele precisava aceitar e superar, mas o que ele mais gostava era andar na contramão. Como todo bom simples mortal errante, ele gostava de ver o "circo pegando fogo" enquanto cozinhava o feijão às 14h da tarde. O gosto pelo errado havia se tornado um vício em sua vida, a começar pela namorada.

Ele nem bem entende como tudo aquilo começou. Em um sábado, os dois bebiam uma cerveja vagabunda em uma festa qualquer, e na manhã seguinte, estavam atracados a mesma cama. Seria uma mentira dizer que os dois não tinham algo em comum, mas talvez fosse muita presunção afirmar que havia alguma vontade mútua e quase cósmica de construir um futuro. Era apenas um passatempo, ou talvez nem isso fosse. Fabrício começava a achar que aquilo na verdade era sua conduta mais uma vez denunciando seu fracasso e impossibilidade de dar um rumo mais coerente sua vida. Rumo certo, ele sabia que não existia. Ele só precisava juntar todas as peças daquele quebra-cabeça e encontrar a fórmula da honestidade. Queria ser honesto com seus sentimentos (se é que ele tinha algum) o mais rápido possível. Seus vinte e cinco, as pontas de cigarro jogadas ao chão e o silêncio não iam durar para sempre. A verdade não era nada agradável.

A campainha do apartamento tocou umas três vez, mas Fabrício podia jurar que ela havia repetido aquele som milhares de vezes dentro de sua mente. Estava disposto a ignorar tudo ao seu redor, mais uma vez, "só pra variar". O som era tão ensurdecedor que a única saída não era simplesmente colocar as almofadas sobre os ouvidos...Era ir ao encontro do problema. E assim o fez, em um ato impensado, quase mecânico. Honesto.
Por mais que sua consciência de boêmio fudido dissesse "ei, quero ser esquecido na imundice, apaga a luz", seu coração ainda tinha esperança que alguma luz aparecesse ali no final daquele túnel. Isso mais parecia uma enganação, mas sua essência teimava o contrário.

Ele destrancou a porta e abriu apenas uma restra.

- Oi? - disse abraçado a um dos lados da porta, com a cabeça virada para a parede.
Uma respiração ofegante do outro lado respondeu aquele ato com reprovação, mas insistia que ali era seu lugar... Pelo menos naquele instante. A respiração estava determinada a começar um diálogo mesmo sem enxergar o rosto de seu interlocutor. A tal respiração ganhou forma, braços e pernas e empurrou a porta com toda sua força, que apesar de não ter sido muito, foi inesperada.
Fabrício se espremeu na parede dando passagem a um corpo adolescente apressado, desengonçado e quase anoréxico. Sem enxergar a face da seu visitante (que estava coberta com um gorro de lã), ele já podia julgar que não era bem o que ele esperava naquele momento.
- O que você quer? É um assaltante juvenil?
- Eu não quero nada de valor, moço.
- Então o que você quer de mim?
- Uma razão pra continuar...
- Continuar o quê? Você tá maluco? Sai da minha casa, por favor, senão vou chamar a polícia.
O adolescente tirou o gorro, revelando o rosto de uma menina com expressões cansadas e frágeis.
- Ah, você é uma garota, pior ainda. Quantos anos você tem, garota? 14?
- 18.
- Seus pais sabem que você invade a casa dos outros dessa forma?
- Não, moço. Não fazem idéia.
- Vou ligar para seus pais virem te buscar. Qual o telefone?
- Não dá.
- Você fugiu de casa? Seus pais te batem? Tão na prisão? São estupradores?
- Eles são normais. Só não sabem que eu estou aqui. Eu vim... Bem, nem eu mesma sei...
- Você interrompeu meu descanso, sabia?
- Você acredita em destino?
- Que tipo de pergunta é essa?
- Eu estava pensando bastante no destino esses dias. Talvez ele exista e tenha me trazido até a sua casa de alguma forma. Não consigo explicar ao certo porque bati na sua porta.
- Você mora nesse prédio?
- Não exatamente.
- Você acredita em destino?
- Não exatamente.
- Já vi que em alguma coisas nós parecemos...
- Ah é, o quê?
- Ambos não temos certeza de uma coisa que parece óbvia, não acha?
- Não sei se é tão óbvio assim... Eu digo, o destino. O meu pelo menos parece nebuloso.
- Você parece um cara legal.
- Você nem me conhece.
- Mas eu sei que é. Quando eu olho para seus olhos eu sinto que devo confiar em você. Mesmo se seu passado inclui ter assassinado 20 freiras ou algo do gênero... Eu sei que você não vai fazer mal nenhum a mim.
- Você tá me fazendo mal com essa conversa. Era para eu passar o feriado sozinho, sabia? E eu estava aparentemente conseguindo.
- Não estava não.
- Ah é?
- A voz do coração pesa mais que do que trinta vozes falando ao mesmo tempo.
- Talvez você tenha razão. Até porque você ainda é jovem e tem alguma coisa aí dentro. Eu já não sei se tenho ou se quero acreditar em algum sentimento.
- Você fala como se você fosse velho. Olhe para seu rosto... Você ainda tem muita vida nele.
- Acho que eu sei quem você é... É filha daquele casal que cuida da venda aqui da esquina, né?
- Isso mesmo. Já te vi no elevador do prédio várias vezes.
- E por que não me deu um oi?
- Por que você não falou nada?
- Ah, não sei. Elevador tem dessas coisas de aproximar fisicamente ao mesmo tempo que distancia mentalmente falando. É possível criar vários universos paralelos dentro de um elevador.
- É possível também sentir todos eles.
- Como?
- Eu não sei, só observo as pessoas.
- Não é muito legal ficar analisando a vida dos outros.
- É, eu sei. É que me faz tentar entender a minha.
- Só não utilize as coisas que você enxerga em mim como exemplo. Minha vida é fracassada.
- Você tem muita vida ainda.
- Ah é? E onde está que eu não enxergo? Nessas bitucas de cigarro?
- Sinto que você é capaz de mudar as coisas. Todo mundo é, no final das contas.
- E você tá aqui por que não se acha capaz?
- Eu tenho AIDS.
- Eu sabia. Ouvi o síndico falando sobre isso nos corredores outro dia. Mas isso não te impede de fazer as coisas.
- Só quando eu recaídas. Eu nunca sei quando vou ter, pra falar a verdade.
- Você já está em uma... você está aqui.
- Isso não é recaída. É o destino.
- Quer preparar um feijão comigo?
- Eu adoraria.

Dias seguintes, os dois se encontraram novamente. O velho elevador de sempre dessa não estava muito cheio, havia apenas um idoso no canto com algumas compras de supermercado e aqueles dois. Eles se entreolharam e sorriram como se partilhassem de um mesmo universo pela primeira vez na vida. De alguma forma, não se sentiram sozinhos e sim mais fortalecidos para tomar a decisão certa.

- Hoje eu não quero sair só desse elevador! - disseram os dois ao mesmo tempo.


postado por mariana castro

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30.8.09

Lidando com o normal

Muitas vezes me encontro presa a uma situação simples, corriqueira, mas que eu não consigo lidar ou muito menos assimilar aquilo como algo comum. Eu aparento uma rejeição colocando as mãos dentro dos bolsos da bermuda (às vezes em bolsos imaginários) e digo alguma frase de incentivo. "Que bacana!" ou "Você é muito jovem mas que bom que está feliz" são as minhas favoritas. Palavras são só palavras, e as mãos dentro dos meus bolsos representam muito mais do que elas.
Eu penso que o silêncio é a saída, ou pelo menos o consolo. A pessoa ao lado não sente o mesmo, e continua a comentar sua vida da forma mais empolgada possível. "OK", eu digo mentalmente para eu mesma enquanto rapidamente fecho os olhos e tento assimilar. Às vezes eu digo para a pessoa "É eu sei como é", quando na verdade, eu não sei de nada (e nem quero saber).


postado por mariana castro

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Tenho esse blog desde o quinze anos e começou com um diário pessoal. Depois foi ficando cada vez mais sério e eu resolvi abrir um outro blog, o Free 2 Form. Mas não vou deixar esse blog na mão, ele será atualizado de vez em quando mas com um propósito mais de diário (do mesmo jeito que ele começou!)